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Polícia

TJ-PI analisa pedido de transferência de julgamento de autor de chacina em São Miguel do Tapuio

A Defensoria Pública não se manifesta sobre o caso que corre em segredo de Justiça.

23/03/2018 12h00
Por: Ronaldo Mota
Fonte: Em Foco/Campo Maior
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O juiz Alexandre Alberto Teodoro da Silva, titular da comarca de São Miguel do Tapuio, solicitou em caráter de urgência que o Tribunal de Justiça do Piauí dê uma posição sobre o pedido de transferência do Júri popular de Clewilson Vieira Matias, o Chiê. O réu é acusado de provocar uma chacina no ano de 2014 quando cinco pessoas foram mortas

O pedido de transferência foi solicitado ao Tribunal de Justiça do Piauí pelos defensores públicos Afonso Lima da Cruz Júnior e Ricardo Moura Marinho. 

O promotor de Justiça do caso, Ricardo Trigueiro, explica que o juiz pode marcar a data do julgamento, independentemente da manifestação do TJ-PI. Contudo, o magistrado optou por aguardar o resultado do pedido de transferência.

"O último despacho do juiz é no sentido de provocar o TJ-PI acerca do pedido de desaforamento (ato no qual é transferido um processo de um foro).

apesar de não precisar esperar o TJ julgar o pedido de desaforamento, visto que poderia ele marcar logo o júri, o magistrado optou por esperar o julgamento do pedido", explica o promotor de Justiça. 

Ricardo Trigueiro destaca que o pedido de transferência do julgamento foi feito por questões de segurança e eventual intimidação dos jurados. 

"Mas, acredito que isso não vai repercutir no julgamento. O fato gerou muita comoção na região, mas agora os ânimos estão mais calmos. Acredito que não teria problema do júri ser em São Miguel do Tapuio", explica o promotor de Justiça, Ricardo Trigueiro.

O representante do Ministério Público citou por exemplo o julgamento de Adão José Silva Sousa, réu no estupro coletivo em Castelo do Piauí.

"Cito o caso do Adão que foi condenado no caso do estupro coletivo em Castelo do Piauí. A defesa dele também pediu o desaforamento, mas antes do pedido ser analisado pelo TJ, o júri dele foi marcado e ocorreu normalmente", explica Trigueiro.

A Defensoria Pública não se manifesta sobre o caso que corre em segredo de Justiça. 

 

 
 
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