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Política

Chegou a hora das definições para a eleição de Castelo do Piauí

O certo é que esse mês será de muita conversa, papel para anotações, calculadora e muita avaliação, pois todos sabem que depois do fim desse prazo ninguém poderá mais mudar de partido, a não ser que desista da luta por uma das onze vagas na câmara de edis.

16/03/2020 09h14
Por: Ronaldo Mota
Fonte: Blog Neto Monte
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O período da famosa janela partidária é o evento que marca de forma mais concreta o início da corrida sucessória nos municípios, que terão eleição em outubro de 2020.

Esse período que vai do dia 05 de março e encerra no dia 03 de abril, seis meses antes da realização do primeiro turno do pleito, marcado para 4 de outubro, é o período no qual vereadores que pretendem concorrer à reeleição ou ao cargo de prefeito nas Eleições Municipais de 2020 poderão mudar de partido sem correr o risco de perder o mandato eletivo. Com o fim das coligações a mudança de partido será inevitável para a viabilização de uma eleição, principalmente em cidades como Castelo do Piauí, onde partidos lançavam apenas um ou dois nomes para compor uma coligação.

Esse momento exige uma avaliação profunda por parte de vereadores que pretendem mudar de partido e também por candidatos sem mandato que pretendem disputar a eleição em outubro de 2020, pois o prazo que encerra a janela partidária é o mesmo para que o pretendente a um cargo eletivo esteja no domicílio eleitoral no qual vai concorrer e filiado a algum partido político, salvo alguns casos excepcionais como de policiais militares que podem se filiar até o dia da convenção.

Com a proximidade do fim desse prazo, as definições por parte dos candidatos precisam ser tomadas e há muitos que consideram a escolha do partido a primeira estratégia para ter sucesso no pleito que se aproxima. Ao que tudo indica, haverão quatro partidos na disputa proporcional, dois que apoiam a situação, PT e MDB, e dois oposicionistas, o PSB, que possivelmente deixará de existir e seus filiados se transferir para o Progressistas e o PSD.

No lado oposicionista, a única dúvida é se concentram todos os candidatos em uma sigla única ou se partem mesmo separados. Já na situação, o PT tem uma definição mais clara, pois quadros históricos do partido não cogitam estratégia de mudança para outra sigla, como Edmilson Abreu, Tomaz Almeida e Nina Silva, também é pouco provável que Jonas Soares e Vildemar mudem para outro partido.

Os vereadores situacionistas que disputaram por outras siglas vivem o dilema da escolha entre MDB e PT. O presidente da Câmara, Jadeilson Pereira, está filiado ao PSB, mas caso decida permanecer apoiando o prefeito, precisa mudar de sigla, tendo que optar entre os dois partidos que apoiam a reeleição do prefeito Magno. Rossi Melo está no PL, pode até permanecer no partido, caso seja indicado como candidato a vice, mas no caso de disputar a renovação do seu mandato, a tendência é que aporte no MDB. Anísio Pato foi eleito pelo PSDB, mas atualmente apoia o grupo situacionista e tem como caminhos prováveis o MDB ou PT, sendo mais provável a primeira opção. Josimar também não fica no PRB, partido pelo qual foi eleito em 2016, seu caminho quase certo é a migração para o MDB. A situação mais emblemática é do vereador Marcelo Mineiro, que lidera o Progressistas até o momento, ou fica no partido e parte com a oposição ou sai para MDB ou PT e continua com o prefeito.

Tem também o caso de candidatos que não tem mandato, mas que pretendem disputar uma vaga e precisam mudar de partido. Podemos citar o próprio vice-prefeito, Daniel Machado, que está no PRTB. Se for reeditar a chapa com o prefeito Magno, não terá necessidade de mudar de sigla, mesmo sendo um caminho natural a mudança, pois com o falecimento do deputado Fernando Monteiro, o destino do PRTB no Piauí é uma incógnita; porém se não for escolhido pelo grupo para ser o candidato a vice e pretender disputar um mandato na Câmara, algo que não foi afirmado por ele, a mudança de partido é inevitável, nesse caso o destino mais provável é mesmo o MDB. À frente da SEJUCE até o final do mês, o suplente de vereador Anderson Lima, atualmente no PHS, deverá disputar novamente um mandato e com certeza mudará de partido. Hoje as chances de ir para o MDB ou PT são praticamente iguais, o secretário aguarda algumas definições para tomar a decisão final. O também suplente de vereador Lisboa Ferro, que disputou pelo PDT, fará parte dos quadros do MDB. Marcos Germano, que era do PSB, agora é dirigente do MDB, nesse caso a dúvida é se será candidato ou não. O prefeito talvez o queira permanecendo como secretário, até por que está tendo boa aprovação diante da pasta de infraestrutura, porém a decisão de buscar uma vaga no parlamento é pessoal e ele poderá se licenciar para ser candidato. A família Lima lançará Eldo Lima como candidato e o destino é o MDB. O jovem Agripino Neto, filho do ex-vereador Denor, também é um nome que desponta como pretendente a uma vaga na Câmara, apesar da relação com o deputado Themístocles Filho, a ida para o MDB ainda não é prego batido e ponta virada, existe a possibilidade de ingresso ao PT.

O certo é que esse mês será de muita conversa, papel para anotações, calculadora e muita avaliação, pois todos sabem que depois do fim desse prazo ninguém poderá mais mudar de partido, a não ser que desista da luta por uma das onze vagas na câmara de edis.

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