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Piripiriense é acusado de receber auxílio emergencial; empresário nega

Paulo Roberto Limeira dos Santos declarou à Receita Federal ser sócio em quatro empresas - de construção, mineração e energia - com patrimônio de R$ 38 milhões

30/06/2020 09h48
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Por: Ronaldo Mota
Piripiriense é acusado de receber auxílio emergencial; empresário nega

Enquanto milhões de trabalhadores desempregados - mães e pais de família que passam fome sem nenhum para comprar nada  - ainda não viram um centavo da ajuda federal pagos aos brasileiros que não têm emprego ou renda, o empresário Paulo Roberto Limeira dos Santos, que foi candidato pelo Partido da República a prefeito de Piripiri,  embolsou

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 duas parcelas do auxílio emergencial de R$ 600 pagos pelo governo Bolsonaro nesses meses de pandemia da Covid-19.

 

Paulo Roberto é denunciado na reportagem no portal do O Globo desta segunda-feira (29). "Políticos com patrimônio milionário têm auxílio emergencial liberado pela Caixa" também estampa o jornal do Rio de Janeiro.

Paulo Roberto declarou à Receita Federal e ao Tribunal Superior eleitoral ser sócio em quatro empresas da área de construção, mineração e energia, cujo valor declarado é de R$ 38 milhões. Além desses bens, Paulo declarou ser dono de um carro no valor estimado em R$ 33,3 mil. Apesar de constar com todos esses bens, Santos aparece como recebedor de duas parcelas do auxílio emergencial.


O empresário desconversou ao ser questinados pelo O Globo, afirmando que tudo não passa de factóide, que são projetos nunca ocorreram, apesar de a empresa existir desde 2000. O que foi declarado, segundo o empresário,  seria incorporado à empresa, o que não ocorreu. Paulo jura que hoje está desempregado:

— Eu nunca fui milionário, queria ser, mas nunca fui. Isso é um factóide, é um sonho — afirmou — Foram projetos que eram para ter ocorrido, que não ocorreram, não tem nada de ilegalidade de solicitar isso, não tenho renda suficiente, tampouco tenho renda pra me manter nesse sentido.

Na Receita Federal, as empresas de Paulo Roberto são registradas com capital social acima de R$ 10 milhões, superior ao limite de microempresa, previsto pelos critérios do  auxílio emergencial.